
Mais da metade o consome em associação com álcool, maconha ou outras drogas legais ou ilegais
Não, não é que sofram de impotência. Muitos simplesmente entornam todas antes de ir pra cama e depois não dão conta do recado. Para evitar o vexame, recorrem à famosa pílula azul. Outros querem impressionar a gatinha (ou o gatinho) que acabaram de conhecer. E também tem aqueles que desejam garantir o desempenho na hora H, e por isso ingerem o comprimido para espantar o nervosismo.
É o que revela um estudo publicado pelo jornal La Nación em 5 de setembro. Seja lá qual for a motivação, o fato é que 20% dos portenhos de 18 a 30 anos fazem "uso recreativo" de fármacos destinados a combater disfunção erétil. "Hoje os jovens consomem essas drogas porque querem melhorar seu rendimento. E o fazem sem controle médico e sem ter problemas de saúde", disse ao La Nación o médico Amado Bechara, coordenador do Instituto Médico Especializado (IME) e um dos autores do estudo.
A pesquisa também revelou que 53,6% da moçada que toma Viagra o associa com álcool, maconha, psicotrópicos ou outras drogas legais ou ilegais. Daí o risco de queda brusca na pressão arterial, entre outros perigos ainda não totalmente conhecidos. É que o coquetel poderia potencializar o efeito vasodilatador da pílula. Assim, o que prometia ser uma noitada triunfal pode acabar em emergência médica.
Em Buenos Aires, conseguir Viagra é tão fácil quanto uma garrafa de vodka ou um cigarro de maconha. A imensa maioria dos jovens que reconheceram fazer uso da pílula dizem que a obtêm com um amigo, enquanto 17% a compram em farmácia sem receita. Outros 2,9% descolam o "diamante azul" na internet e apenas 4,3% o adquirem em farmácia apresentando receita.